Segundo o parlamentar, essa operação será extremamente danosa à cafeicultura brasileira, por introduzir no território nacional um produto de péssima qualidade, que depois será reexportado como se fosse brasileiro.

O senador explicou que os vietnamitas estão usando em suas lavouras do gênero robusta pesticidas proibidos no mundo inteiro. Esses venenos, entretanto, não conseguem eliminar inteiramente um grupo de pragas que ataca o café.

Como resultado, Camata prevê que o café vietnamita irá, ao mesmo tempo, piorar a avaliação do café brasileiro, e introduzir no país pragas de difícil erradicação.

- Vejam, o maior produtor de café do mundo, responsável por metade da produção, e também o maior exportador, importando café! É impatriótico sabotar a qualidade do nosso café - protestou o parlamentar, que citou entre as melhores regiões produtoras o cerrado de Minas Gerais, as montanhas do Espírito Santo e Mogiana, no norte de São Paulo.

De acordo com o senador, o café dessas regiões dificilmente encontra concorrentes, mesmo na Etiópia e na Jamaica. Ele lamentou que, enquanto os produtores nacionais se esforçam, a cada safra, para aprimorar a qualidade do café, os torrefadores alegam que precisam melhorar o "blend", ou seja a qualidade da mistura usada para a produção do solúvel, apoiando-se em pareceres técnicos duvidosos.

Agência Senado (.br) - 3 de dezembro de 2008