“Desejamos pôr o passado para trás e olhar para o futuro”, disse a porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Jiang Yu, ao ser questionada acerca da efeméride.

A porta-voz reconheceu que há um “episódio infeliz” na história sino-vietnamita, mas salientou que a demarcação da fronteira comum, um velho contencioso, “está concluída” e as relações bilaterais são agora “estáveis” e “amigáveis”.

Tropas chinesas invadiram o Vietname no dia 17 de Fevereiro de 1979, duas semanas depois de Deng Xiaoping, o “arquitecto-chefe” da política de “Reforma Económica e Abertura ao Exterior”, ter regressado dos Estados Unidos.

Foi o maior conflito armado entre dois países oficialmente fiéis ao marxismo-leninismo e permanece um dos mais enigmáticos do movimento comunista internacional.

A operação foi apresentada pela China como um "contra-ataque de auto-defesa” para “dar uma lição aos pequenos hegemonistas” de Hanói, que semanas antes tinham invadido o Cambodja e derrubado o governo dos Khmers vermelhos, apoiado por Pequim.

Na altura, o Vietname era aliado da União Soviética, que a China considerava o “inimigo principal”.

A Guerra sino-vietnamita durou cerca de um mês.

O número de baixas continua a ser também tabu, mas segundo alguns autores terá chegado aos 50.000.

Agência Lusa - 17 de fevereiro de 2009